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Glândula parótida

Parotidectomia

Cirurgia para tratamento de tumores e alterações da glândula parótida, localizada próxima à mandíbula e ao ouvido.

A parotidectomia é a cirurgia realizada na glândula parótida, uma das principais glândulas salivares, localizada à frente e abaixo da orelha. A maior parte dos nódulos da parótida é benigna, mas a avaliação deve ser cuidadosa porque alguns tumores podem ser malignos ou apresentar crescimento progressivo.

Uma particularidade importante dessa cirurgia é a relação íntima da parótida com o nervo facial, responsável pelos movimentos da face. Por isso, a decisão cirúrgica envolve não apenas retirar a lesão, mas também planejar o caminho mais seguro possível para preservar função e tratar adequadamente a doença.

Quando a parotidectomia pode ser indicada

A cirurgia pode ser indicada em tumores benignos, tumores malignos, nódulos que aumentam com o tempo, lesões dolorosas ou suspeitas e em algumas situações de inflamação recorrente. O tipo de operação depende da localização do nódulo dentro da glândula e da suspeita diagnóstica.

Nem todo aumento de volume na região da parótida é tumor. Cálculos, inflamações, alterações de linfonodos e doenças autoimunes também podem causar sintomas semelhantes.

Como costuma ser feita a investigação

  • Exame físico da face, boca, pescoço e glândulas salivares.
  • Avaliação da movimentação facial antes do tratamento.
  • Ultrassonografia, tomografia ou ressonância, conforme o caso.
  • Punção aspirativa ou biópsia quando o resultado pode mudar a conduta.
  • Discussão de diagnósticos diferenciais, incluindo outras doenças das glândulas salivares.

Por que o nervo facial é tão importante

O nervo facial atravessa a parótida em ramos delicados. Ele movimenta a testa, os olhos, o sorriso e outras expressões faciais. Durante a parotidectomia, o cirurgião identifica e preserva esses ramos sempre que isso é possível e compatível com o tratamento da doença.

Em tumores malignos ou em cirurgias de repetição, a complexidade pode ser maior. Nesses cenários, é ainda mais importante alinhar expectativas antes da operação e entender quais riscos estão relacionados ao caso específico.

Depois da cirurgia

O pós-operatório costuma envolver cuidado com o curativo, controle de dor, observação da movimentação facial e acompanhamento da cicatrização. O resultado anatomopatológico confirma o diagnóstico e define se será necessário algum tratamento complementar.

Alguns pacientes podem perceber dormência ao redor da orelha, sensação de repuxamento ou alteração temporária da movimentação facial. A evolução depende da extensão da cirurgia, do tipo de lesão e das condições locais.

Dúvidas comuns

Todo tumor de parótida é câncer?

Não. Muitos tumores da parótida são benignos. Mesmo assim, eles merecem avaliação porque podem crescer, causar deformidade local ou ter diagnóstico incerto antes da retirada.

A punção substitui a cirurgia?

A punção pode ajudar no planejamento, mas não substitui a retirada quando há indicação cirúrgica. A decisão depende do conjunto de exame físico, imagem, citologia e evolução clínica.

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