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Pele da face e pescoço

Tumores de pele da face e pescoço

Ressecção cirúrgica de lesões cutâneas com planejamento de margens, preservação funcional e reconstrução quando necessária.

Os tumores de pele são comuns na face e no pescoço porque essas regiões ficam muito expostas ao sol ao longo da vida. Quando a lesão está próxima aos olhos, nariz, lábios, orelhas ou áreas de maior impacto estético, o planejamento cirúrgico precisa equilibrar controle oncológico, função e reconstrução.

O cirurgião de cabeça e pescoço atua principalmente em lesões cutâneas complexas, tumores maiores, casos próximos a estruturas nobres ou situações em que pode haver necessidade de reconstrução local.

Quais lesões podem precisar de cirurgia

Carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular, melanoma e outros tumores menos frequentes podem ser tratados com cirurgia em muitos casos. A indicação depende do tipo de tumor, tamanho, localização, profundidade, presença de recidiva e condições clínicas do paciente.

  • Feridas que não cicatrizam ou que voltam a abrir no mesmo local.
  • Lesões que sangram com facilidade.
  • Nódulos endurecidos, dolorosos ou de crescimento progressivo.
  • Manchas ou pintas com mudança de cor, formato, tamanho ou bordas.
  • Lesões em pacientes com histórico de câncer de pele ou exposição solar intensa.

O que significa operar com margens

Na cirurgia oncológica de pele, não se retira apenas a parte visível da lesão. É necessário planejar uma margem de tecido ao redor, de acordo com o tipo de tumor e a região acometida. Essa margem busca reduzir o risco de permanecer doença no local.

Em alguns casos, o diagnóstico já vem de uma biópsia feita previamente. Em outros, a própria retirada cirúrgica confirma o tipo de lesão. O laudo anatomopatológico é essencial para orientar o seguimento.

Reconstrução da face e do pescoço

Depois da retirada do tumor, a ferida pode ser fechada de maneiras diferentes. Lesões pequenas às vezes permitem sutura direta. Em áreas maiores ou mais delicadas, pode ser necessário usar retalhos locais, enxertos de pele ou reconstruções em etapas.

O planejamento considera a segurança oncológica e também aspectos práticos do dia a dia, como abertura da boca, fechamento dos olhos, respiração nasal, movimentação do pescoço e aparência da cicatriz.

Quando investigar linfonodos

Alguns tumores de pele, especialmente carcinomas espinocelulares de maior risco e melanomas, podem exigir avaliação dos linfonodos da face, parótida e pescoço. Quando há nódulos suspeitos, a investigação pode incluir ultrassonografia, tomografia, punção ou outros exames.

Nesses cenários, pode ser útil ler também sobre investigação de nódulos cervicais e esvaziamento cervical.

Dúvidas comuns

Uma lesão pequena pode ser importante?

Sim. O tamanho não é o único fator de risco. Localização, tipo histológico, velocidade de crescimento, sintomas e histórico do paciente também contam.

A cirurgia sempre resolve em um único procedimento?

Muitas vezes sim, mas nem sempre. O resultado do exame anatomopatológico pode indicar necessidade de ampliação de margens, novo procedimento ou tratamento complementar.

A cicatriz pode ser prevista com exatidão?

Não com exatidão. O desenho da reconstrução é planejado antes da cirurgia, mas a cicatrização depende da região, tensão da pele, tamanho da retirada, características individuais e cuidados pós-operatórios.